“A melhor preparação para a função jornalística
será certamente jogada ao lixo se não for acompanhada de rigorosa honestidade no trabalho jornalístico.” – Clóvis Rossi

No período anterior da existência dos códigos
éticos, os primeiros livros de ensino de Jornalismo, nos Estados Unidos,
aconselhavam os estudantes a improvisarem sobre os fatos, para oferecerem aos
leitores histórias mais “coloridas”. Havia a prática de publicidade clandestina
e o sensacionalismo fazia parte do dia-a-dia dos jornais.
Hoje a existência de princípios morais na
profissão como a imparcialidade, rigor, a exatidão e a noção de eqüidistância
consagrada como objetividade, são meios de controle para que o profissional
tenha a conduta desejável e esperada, evitando a ocorrência de veiculação de
noticias com caráter ético duvidoso ou contestável.
A objetividade é o um dos conceitos que mais
fomenta discussões, pois prega que o texto jornalístico deve ser orientado por
informações objetivas descrevendo apenas os fatos e não impressões ou
comentários que demonstrem a opinião do individuo que o escreveu. Muitos
críticos e profissionais se referem a esse principio com um “mito”, pois quando
o jornalista define o que é ou não noticia, ele já impôs sua opinião e seu
ponto de vista.
É claro que antes de tudo o jornalista é um ser
humano e como disse o jornalista Ricardo Noblat “Ninguém é imparcial, porque
você é obrigado a fazer escolhas a todo instante e ao fazer toma partido”. Porém
o jornalista deve procurar ser objetivo e imparcial o máximo que puder. O
Jornalismo está constantemente engajado na luta pela liberdade e contra
qualquer tentativa de limitar essa liberdade. Ele é responsável por interceder
pela opinião publica, fiscalizando os relacionamentos do poderes públicos e
privados garantindo a transparência de suas relações para o exercício da
democracia.
Mediante a isto, é necessário que o jornalista
tenha consciência da importância de seu papel e que ele procure ser o mais
objetivo possível em seu trabalho. É preciso que antes da publicação de qualquer
matéria o jornalista faça a apuração da noticia, checando todos os lados da
situação sem favorecer ninguém. Ele também deve apresentar provas auxiliares
que confirmem a informação e procurar estruturar a informação numa sequência
apropriada para a compreensão dos fatos.
Evitando assim, oferecer ao público um recorte
embasado de informações focalizando certos aspectos e deturpando outros. Oferecendo
dados parciais incompletos ou tendenciosos.