domingo, 12 de outubro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
O PASQUIM - OS HERÓIS DA RESISTÊNCIA
O Pasquim foi um jornal que
representou - e como representou - a Imprensa Alternativa, que fazia oposição
ao Regime Militar. O símbolo do jornal foi o ratinho Sig (de Sigmund Freud),
desenhado por Jaguar, baseado na anedota da época que dizia que "se Deus
havia criado o sexo, Freud criou a sacanagem".
Criado em 1969, em uma época
de Ditadura Militar, O Pasquim surge para incomodar muita gente e encantar o
Brasil. Era um jornal muito bem humorado, e assim se tornou o grande jornal do
Brasil. Com uma tiragem inicial de 20 mil exemplares, o jornal rapidamente
atingiu mais de 200 mil em seu auge, se tornando um dos maiores fenômenos do
Brasil.
Os censores faziam vários
cortes até que o jornal fosse liberado para publicação. Mesmo assim, alguns números eram recolhidos
já nas bancas. Em novembro de 1970 a redação inteira do O Pasquim foi presa depois que o jornal publicou uma sátira do
célebre quadro de Dom Pedro às margens do Ipiranga.
Os militares esperavam que o
semanário saísse de circulação e seus leitores perdessem o interesse, mas
durante todo o período em que a equipe esteve encarcerada, O Pasquim foi
mantido, sobre a chefia de Millôr Fernandes, que escapou da prisão. O jornal
contou com a ajuda de ilustres nomes, como Chico Buarque e Antônio Callado, entre outros intelectuais cariocas. Os leitores notaram que o jornal estava
diferente, porém a prisão dos jornalistas não pode ser noticiada.
As prisões continuariam nos anos seguintes, e na década
de 1980 bancas que vendiam jornais alternativos como O Pasquim passaram a ser
alvo de atentados a bomba.
O Pasquim chegou ao fim em 11 de novembro de 1991.
O Pasquim chegou ao fim em 11 de novembro de 1991.
No carnaval de 1990, O Pasquim foi homenageado pela
Acadêmicos de Santa Cruz, com o enredo "Os Heróis da Resistência".
O Pasquim acabou ganhando um documentário produzido com
recursos do governo. "O Pasquim — A Subversão do Humor", foi lançado
em junho de 2004 e exibido pela TV Câmara.
Em abril de 2006 a Editora
Desiderata lançou O Pasquim - Antologia — 1969 - 1971, feito com matérias e
entrevistas das 150 primeiras edições do semanário. O livro foi um sucesso,
entrando para a lista de mais vendidos daquele ano e motivando o lançamento de
um segundo volume em 2007, desta vez cobrindo o material do período entre 1972
e 1973, bem como um terceiro em 2009, cobrindo os anos de 1973 e 1974.
O Pasquim mudou a forma de se fazer jornalismo no Brasil.
Como disse o próprio Jaguar, a imprensa tirou o paletó e a gravata.
Luna Oliva
O Pasquim mudou a forma de se fazer jornalismo no Brasil.
Como disse o próprio Jaguar, a imprensa tirou o paletó e a gravata.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
LEIAM ESTE POST!!!!
O post de hoje não exatamente sobre
Jornalismo, porém trata de algo de extremamente ligado a ele. Vamos falar de
leitura. Todas as pessoas (ao menos a maioria) sabem como a leitura é
importante. Aliás, não tem como não saber, sempre tem alguém nos falando como
um livro é enriquecedor, nos ensina muitas coisas, exercita o cérebro, amplia o
vocabulário, entre outros. Nós aqui do
blog, inclusive, temos um professor no curso que sempre diz que, em qualquer
situação devemos ter um livro em mãos.
O jornalista deve ter o hábito de ler, caso
não tenha, é importante começar. Quando digo “ler”, não é ler somente livros.
Temos outra professora que diz que jornalista deve ler até bula de remédio! E
não poderia ser diferente. Neste trabalho, nunca saberemos exatamente o
deveremos fazer. Ou seja, se um aluno entra na faculdade de jornalismo porque
gosta de esporte, deverá se aplicar ao máximo e estudar cada detalhe sobre o
assunto para falar a seu público com verdadeiro conhecimento. Contudo, não pode
se iludir e achar que só vai tratar de esportes. Ele deve estar preparado, pois
de repente pode ser enviado para cobrir uma eleição, um acidente, um desfile de
moda... Enfim, ler é importante porque essa área é cheia de surpresas, e é bom
estar preparado para elas.
Quem não é habituado à leitura, pode sentir
um pouco de dificuldade no início. A leitura, na verdade, é um exercício. É
preciso treinar constantemente, até que ela se torne um costume, algo
totalmente inserido na rotina, na vida. Algo que faça parte de você. Ok, ok. Um
pouco exagerado, mas o que quero dizer é que a leitura é importantíssima e
merece um pouco de seu tempo.
Agora, só uma curiosidade. Vocês sabiam que,
segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê quatro
livros por ano? Vi essa pesquisa no Blog “A biblioteca de Raquel” na da Folha
digital. Na matéria tem mais detalhes da pesquisa, se quiserem ler, o link é
esse:
(http://abibliotecaderaquel.blogfolha.uol.com.br/2012/03/28/o-brasileiro-esta-lendo-menos/).
O número é impressionantemente pequeno. Apenas quatro?
A pesquisa quantificou algo que muitos já
sabiam: o brasileiro não lê e quando lê é uma leitura ocasional.
Bom, ler é essencial, já sabemos. O que
devemos fazer agora é reservar um momento em nosso dia-a-dia corrido e dedicar
à leitura de alguma coisa. Pode ser qualquer coisa, mesmo. Jornal, revista, livro, bula de remédio,
tabela nutricional, essa postagem.... Boa leitura a todos!!!
Amanda Olveira
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Números e o Jornalismo
No Jornalismo, é comum ouvir frases
como esta: “Não precisamos saber mexer com números”. Muitos se enganam quando
pensam que não irão se deparar com algarismos, pelo fato de o primordial no
Jornalismo, ser a escrita. Este tipo de pensamento eleva o grau de dificuldade
dos jornalistas informarem com precisão matérias sobre: dados do censo,
déficits de orçamento ou estatísticas esportivas tornando a informação sobre
números uma tarefa mais complexa.
Com base em uma pesquisa do grupo de
especialista do assunto da BBC, e de um texto na parte do Ombusdman, da Folha
de S. Paulo, iremos citar alguns erros mais cometidos pelos jornalistas ao
lidar com números:
Falta de contextualização
Muitas vezes os jornalistas
fornecem números que parecem astronômicos sem qualquer base de contextualização
que permita o leitor compará-los e interpretá-los para aplicar em sua
realidade. Como foi citado pela jornalista Suzana Singer “É impossível saber se
“os 308 consultórios de rua para tratar dependentes de crack no Brasil”, a
serem criados pelo governo federal, são suficientes se o jornal não informa
quantos são os viciados e quantos postos desse tipo o país tem.
Questionamento insuficiente
Os jornalistas muitas vezes
são seduzidos pelo valor de “choque de valores extremos” e acabam publicando a
matéria sem questionamento, pesquisa e melhor revisão dos dados. Uma quantidade
digna de nota pode sinalizar um problema com sua exatidão ou má interpretação
de seu significado.
Reportar índices sem explicação
Existem matérias que reportam
um aumento ou queda nos números sem explicar o que levou os valores desses
índices. Os elementos são básicos da noticia: o risco duplica se você usar um telefone, as batidas
policiais quadruplicam, taxas do câncer de mama sobem com a bebida por exemplo.
Eles são básicos, mas muitas vezes há uma omissão deprimente. É importante
incluir a causa da mudança e o ponto de partida do número.
Para
evitar que erros como estes ocorram, o ideal é a aplicação permanente das
regras que regem o trabalho Jornalístico. O questionamento continuo, a procura
de duas ou mais fontes que comprovem os dados para embasamento da matéria, a contextualização
e explicação dos dados para que o leitor não seja confundido ao invés de ser
esclarecido.
KARINA COSTA
terça-feira, 5 de agosto de 2014
O CASO VLADIMIR HERZOG: UM SÍMBOLO DA LUTA PELA DEMOCRACIA, LIBERDADE E JUSTIÇA!
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"Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos ante atrocidades sofridas por outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados." Vladimir Herzog
Vladimir Herzog foi um
jornalista que foi torturado até a morte durante a época do Regime
Militar. Foi chamado para "prestar
esclarecimentos" sobre suas "ligações e atividades criminosas".
Em 24 de outubro de
1975, Herzog foi chamado para prestar
depoimento sobre as ligações que mantinha com o Partido Comunista Brasileiro.
Na época Vladimir era diretor de jornalismo da TV CULTURA, e no dia seguinte compareceu
ao DOI-CODI.
Vlado ficou preso com mais
dois jornalistas, Duque Estrada e Oswaldo Konder. Herzog negou qualquer ligação
ao PCB. A partir daí, os outros dois jornalistas ficaram em um corredor, de
onde podiam ouvir o som da tortura, abafado com um rádio ligado muito alto. Logo
depois, Konder foi levado à tortura, e Vlado não mais foi visto com vida.
A informação que chegou a
família de Herzog e todo o povo foi que "cerca de 15h, o jornalista
Vladimir Herzog suicidou-se no DOI/CODI/II Exército". Na época, era comum
o governo divulgar que as vítimas de tortura e assassinato haviam se suicidado,
o que gerou comentários de que Vladimir Herzog foi "suicidado" pela
ditadura.
Em
2009, mais de 30 anos após a morte de Vlado, surgiu o Instituto Vladimir Herzog. O instituto tem três objetivos: organizar todo o
material jornalístico sobre a vida e obra de Vladimir, promover palestras e
debates, além de ser o responsável pelo Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de
Anistia e Direitos Humanos.
É importante ressaltar que
todos nós brasileiros, e principalmente, todos aqueles que estudam o Jornalismo,
devem entender o quanto a nossa liberdade é importante. O quanto ela foi
batalhada para conseguirmos viver como vivemos hoje. Vladimir é só um deles,
muitos jornalistas morreram para que hoje nós conseguíssemos usufruir, pelo
menos um pouco, da nossa liberdade de expressão. Por isso, não se vendam em
troca de nada, não mintam, não enganem o seu público, sirva a eles da maneira
mais ética possível. Muitas pessoas lutaram para que o jornalismo funcionasse.
Luna Oliva |
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
DO YOU SPEAK ENGLISH?
No mundo globalizado
em que vivemos hoje, está mais do que comprovado o quão importante é saber se
comunicar em outras línguas. No mercado de trabalho, por exemplo, as empresas
dão preferência aos candidatos que, além de dominar os aspectos técnicos
exigidos, têm o domínio de outros idiomas.
Contudo, quando
falamos em fluência em outras línguas, não há como não mencionar a Língua
Inglesa. Ela pode não ser a mais falada do mundo (o mandarim é o idioma mais
falado), mas os países sempre a têm como segunda língua, o que facilita a
comunicação entre os povos.
Para o jornalista é
imprescindível ter o domínio do inglês. Aliás, as Diretrizes Curriculares
Nacionais para o curso de graduação em Jornalismo (2013), instituem como uma
das competências a ser desenvolvida durante o curso, o “domínio instrumental
de, pelo menos, dois outros idiomas – preferencialmente inglês e espanhol,
integrantes que são do contexto geopolítico em que o Brasil está inserido;”. Ou
seja, o jornalista TEM que dominar outros idiomas além do seu.
Como sempre estaremos
lidando com o inglês, aprendê-lo é essencial. Já o espanhol, também é exigido,
pois, é a segunda língua mais falada no ocidente, além de o Brasil ser rodeado
por países que, em sua maioria, falam espanhol.
Fora estes dois
idiomas mencionados nas Diretrizes, o jornalista pode se dedicar a outras
línguas, porque, além de ser um diferencial no currículo, determinadas áreas de
atuação exigem domínios específicos de falas específicas.
Muitos estudantes
geralmente têm essa dúvida, de qual idioma é o mais adequado à sua área de
atuação. No blog Novo em Folha
(http://novoemfolha.blogfolha.uol.com.br/2012/03/02/que-idiomas-sao-importantes/),
esse questionamento é bem esclarecido, pois a autora do texto explica que não
há uma língua mais importante que a outra, o jornalista tem que a todo o tempo
buscar se aprimorar, mas dependendo de qual vertente for atuar, deverá
direcionar seus estudos.
Este vídeo também é
muito interessante e explicativo. Vale a pena assistir. https://www.youtube.com/watch?v=k80mcee-Kc0
Amanda Oliveira
domingo, 3 de agosto de 2014
INDICAÇÃO DA SEMANA LIVRO : ROBINSON CRUSOÉ
É fato que a leitura é essencial
quando se deseja ser jornalista, pois ela melhor fonte de conhecimento que se
pode obter. Um jornalista deve sempre está com a leitura em dia, é preciso que
não se priorize apenas a leitura de livros que fazem parte da atualidade como,
por exemplo, os grandes best-sellers, mas que se leia os clássicos da
literatura mundial também.
Um clássico que não pode faltar
na estante é Robinson Crusoé. A história escrita por Daniel Defoe teve inicio
em um jornal e depois se tornou um clássico da literatura mundial. Defoe é
considerado precursor do romance realista inglês e do Jornalismo moderno.
Robinson Crusoé começou como um folhetim, e mediante ao sucesso posteriormente
se tornou um livro.
Crusoé sonhava em sair pelo mar
em busca de aventuras. Quando alcança a maior idade, deixa o conforto de seu
lar e embarca em várias viagens. Em uma de suas aventuras pelo mar o navio em
que estava sofre um acidente e naufraga. Crusoé é o único sobrevivente, e acaba
indo parar em uma ilha inabitada. Ele precisa então procurar a melhor forma de
sobreviver aos perigos e a solidão que o cercam sozinho nesta ilha.
Com o andamento da leitura deste
livro é possível retirar diversas experiência de vida, como perseverança,
esperança e inteligência de Crusoé nos desafios que ele vive durante os 28 anos
em que vive na ilha. Além disto, a história foi escrita em 1719, o que nos
permite ter uma base de entendimento e conhecimento mais amplo sobre como os
folhetins eram escritos.
É possível também observar
semelhanças entre a história de Crusoé com Chuck Noland do filme Náufrago
(2000) com Tom Hanks. Porém o livro teve sua própria história sendo adaptadas
várias vezes no cinema, a mais recente foi em (1997) com o ator Pierce Brosnan
como Robinson Crusoé.
TRAILER : ROBINSON CRUSOÉ
TRAILER : NÁUFRAGO
Karina Costa
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