ROTA 66 é segundo Caco
Barcellos, a história da policia que mata. O livro começa narrando a
perseguição da ROTA- Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, a três jovens que
dirigiam um fusca que para os policiais seria resultado de um roubo. A
perseguição resultou no assassinato dos jovens e, na investigação jornalística
que deu origem ao livro.
O objetivo de Caco ao
escrever este livro, era denunciar a ação de matadores oficiais contra os cidadãos
envolvidos em crimes na cidade, porém o resultado da investigação surpreendeu o
próprio Caco. Ele descobriu que os criminosos não representavam a maioria entre
as pessoas mortas pelos policiais militares de São Paulo. A maioria das pessoas
mortas pela PM era constituída pelo cidadão comum que nunca havia praticado um
crime.
Caco também conta um
pouco de sua trajetória como repórter. Rota 66 lhe rendeu o Prêmio Jabuti em
1993 e mais oito prêmios de direitos humanos.
É fato que a leitura é essencial
quando se deseja ser jornalista, pois ela melhor fonte de conhecimento que se
pode obter. Um jornalista deve sempre está com a leitura em dia, é preciso que
não se priorize apenas a leitura de livros que fazem parte da atualidade como,
por exemplo, os grandes best-sellers, mas que se leia os clássicos da
literatura mundial também.
Um clássico que não pode faltar
na estante é Robinson Crusoé. A história escrita por Daniel Defoe teve inicio
em um jornal e depois se tornou um clássico da literatura mundial. Defoe é
considerado precursor do romance realista inglês e do Jornalismo moderno.
Robinson Crusoé começou como um folhetim, e mediante ao sucesso posteriormente
se tornou um livro.
Crusoé sonhava em sair pelo mar
em busca de aventuras. Quando alcança a maior idade, deixa o conforto de seu
lar e embarca em várias viagens. Em uma de suas aventuras pelo mar o navio em
que estava sofre um acidente e naufraga. Crusoé é o único sobrevivente, e acaba
indo parar em uma ilha inabitada. Ele precisa então procurar a melhor forma de
sobreviver aos perigos e a solidão que o cercam sozinho nesta ilha.
Com o andamento da leitura deste
livro é possível retirar diversas experiência de vida, como perseverança,
esperança e inteligência de Crusoé nos desafios que ele vive durante os 28 anos
em que vive na ilha. Além disto, a história foi escrita em 1719, o que nos
permite ter uma base de entendimento e conhecimento mais amplo sobre como os
folhetins eram escritos.
É possível também observar
semelhanças entre a história de Crusoé com Chuck Noland do filme Náufrago
(2000) com Tom Hanks. Porém o livro teve sua própria história sendo adaptadas
várias vezes no cinema, a mais recente foi em (1997) com o ator Pierce Brosnan
como Robinson Crusoé.
Se você é jornalista ou pretender
ser, em algum momento já ouviu ou vai ouvir falar sobre Samuel Wainer. Ele é um
dos ícones da história do Jornalismo Brasileiro. As Memórias de Samuel foram
ditadas num depoimento que soma 53 fitas de áudio que foram cedidas pela sua
filha, Pinky Wainer ao jornalista Augusto Nunes, que as reuniu, organizou,
editou e transformou no livro Minha Razão de Viver.
Samuel conta sua história de um
modo franco e íntegro. Do início de sua carreira em pequenos jornais a sua
passagem por grandes veículos como Diretrizes e Diários Associados de Assis
Chateubriand. Wainer viveu momentos onde esteve entre o céu e o inferno. Foi
correspondente internacional em 1945 e 1964 quando teve que se exilar para
fugir da ditadura. Sua influência era visível. De sua relação de amizade com
Getulio Vargas, nasceu o jornal getulista Última Hora, que foi segundo
ele sua “maior aventura”. Ele fala sobre sua relação com Carlos Lacerda, que de
amigo intimo se tornou um dos seus maiores inimigos, e que juntamente com seu
ex-patrão Chateaubriand se empenhou em destruir sua vida e sua carreira.
Sobre sua paixão pelo Jornalismo
ele diz “Um jornalista não pode deixar de viajar. É preciso viajar
incessantemente ao encontro do que está para acontecer, e insisto em que é
possível viajar pelo nosso bairro, até mesmo pela nossa rua. Sempre circulei
atento à aparição do imprevisto, e passei a minha vida à espera de que algo
acontecesse, alguma coisa, qualquer coisa, pressentindo que a noticia de que
algo acontecera viria por carta. Tornaram-se folclóricos os telefonemas de que
eu dava para a redação, repetindo a mesma pergunta: chegou alguma carta? Sempre
aguardei com ansiedade a chegada da correspondência, sempre que o telefone
tocava eu corria a atender. Geralmente, são esses extratos banais enviados
pelos bancos, mas não desisto: algum dia chegará a noticia de que algo
aconteceu.”
Wainer nunca deixou de lutar. Afirma
que tudo o que fez durante sua carreira foi em favor de seus ideais. Minha
Razão de Viver, acima de tudo é um relato fiel de um homem que além de fazer
parte das grandes transformações da imprensa brasileira, foi testemunha e fez
parte dos maiores episódios do século XX da história de nosso país.
O livro Manual do Foca é essencial para ajudar no conhecimento e estudo de práticas jornalísticas. Ele é dividido em três partes e composto por exemplos simples e consistentes. A primeira parte é sobre o conceito de notícia e seu valor. Ele também explica o que é a pauta, como ela é feita na redação e os critérios utilizados pelos veículos ao produzi-la segundo a ocasião para direcionar o repórter. Além disso, são abordados os tipos de reportagem e um teste para avaliar se você é um bom repórter. Produção da noticia compõe a segunda parte. É explorada a apuração da matéria e os métodos e recursos para apurá-la. Conselhos para uma boa entrevista também compõem este capítulo. A última parte discorre a respeito de redação da notícia e o que é necessário para escrever um texto jornalístico e por quais filtros ele passa antes da publicação e a acerca do papel do jornalista de estar sempre preparado para servir o leitor. Ele encerra com o anexo onde as reportagens que fora usadas como exemplos estão completas e comentadas juntamente com o glossário contendo os nomes que fazem parte do vocabulário jornalístico.