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domingo, 11 de janeiro de 2015

INDICAÇÃO DA SEMANA: FILME "O ABUTRE"

Lou Bloom é um jovem em busca de um emprego que sobrevive de roubos. Durante um passeio noturno ele presencia a cena de um acidente. Observando a cobertura cinematográfica do desastre, ele vê a oportunidade de fazer dinheiro alimentando o mundo do jornalismo sensacionalista de Los Angeles.

Lou se torna um “Abutre”. Ao cair da noite ele sai com sua câmera à caça de acidentes, incêndios, assassinatos entre outros. Cada tragédia que seu rádio de policia anuncia ele sabe que tem a chance de fazer dinheiro. Com a ajuda de Nina, editora de um telejornal Lou aprende que quanto mais sanguinário for o seu material, mais ganhará com ele.

Lou alimentado por sua ganância vai deixando de ser um mero observador de fatos e começa a contaminá-los e fazer parte deles. Já Nina, nos deixa questionando se vale a pena tudo pela audiência. A história em geral nos leva-nos a reflexão sobre o que estamos produzindo e consumindo por meio da mídia. 




KARINA BLACK 


sábado, 3 de janeiro de 2015

INDICAÇÃO DA SEMANA: LIVRO ROTA 66


ROTA 66 é segundo Caco Barcellos, a história da policia que mata. O livro começa narrando a perseguição da ROTA- Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, a três jovens que dirigiam um fusca que para os policiais seria resultado de um roubo. A perseguição resultou no assassinato dos jovens e, na investigação jornalística que deu origem ao livro.
O objetivo de Caco ao escrever este livro, era denunciar a ação de matadores oficiais contra os cidadãos envolvidos em crimes na cidade, porém o resultado da investigação surpreendeu o próprio Caco. Ele descobriu que os criminosos não representavam a maioria entre as pessoas mortas pelos policiais militares de São Paulo. A maioria das pessoas mortas pela PM era constituída pelo cidadão comum que nunca havia praticado um crime.
Caco também conta um pouco de sua trajetória como repórter. Rota 66 lhe rendeu o Prêmio Jabuti em 1993 e mais oito prêmios de direitos humanos.



KARINA BLACK

domingo, 3 de agosto de 2014

INDICAÇÃO DA SEMANA LIVRO : ROBINSON CRUSOÉ

É fato que a leitura é essencial quando se deseja ser jornalista, pois ela melhor fonte de conhecimento que se pode obter. Um jornalista deve sempre está com a leitura em dia, é preciso que não se priorize apenas a leitura de livros que fazem parte da atualidade como, por exemplo, os grandes best-sellers, mas que se leia os clássicos da literatura mundial também.

Um clássico que não pode faltar na estante é Robinson Crusoé. A história escrita por Daniel Defoe teve inicio em um jornal e depois se tornou um clássico da literatura mundial. Defoe é considerado precursor do romance realista inglês e do Jornalismo moderno. Robinson Crusoé começou como um folhetim, e mediante ao sucesso posteriormente se tornou um livro.

Crusoé sonhava em sair pelo mar em busca de aventuras. Quando alcança a maior idade, deixa o conforto de seu lar e embarca em várias viagens. Em uma de suas aventuras pelo mar o navio em que estava sofre um acidente e naufraga. Crusoé é o único sobrevivente, e acaba indo parar em uma ilha inabitada. Ele precisa então procurar a melhor forma de sobreviver aos perigos e a solidão que o cercam sozinho nesta ilha.

Com o andamento da leitura deste livro é possível retirar diversas experiência de vida, como perseverança, esperança e inteligência de Crusoé nos desafios que ele vive durante os 28 anos em que vive na ilha. Além disto, a história foi escrita em 1719, o que nos permite ter uma base de entendimento e conhecimento mais amplo sobre como os folhetins eram escritos.


É possível também observar semelhanças entre a história de Crusoé com Chuck Noland do filme Náufrago (2000) com Tom Hanks. Porém o livro teve sua própria história sendo adaptadas várias vezes no cinema, a mais recente foi em (1997) com o ator Pierce Brosnan como Robinson Crusoé. 




TRAILER : ROBINSON CRUSOÉ



TRAILER : NÁUFRAGO




Karina Costa


domingo, 27 de julho de 2014

INDICAÇÃO DA SEMANA LIVRO: MINHA RAZÃO DE VIVER

Se você é jornalista ou pretender ser, em algum momento já ouviu ou vai ouvir falar sobre Samuel Wainer. Ele é um dos ícones da história do Jornalismo Brasileiro. As Memórias de Samuel foram ditadas num depoimento que soma 53 fitas de áudio que foram cedidas pela sua filha, Pinky Wainer ao jornalista Augusto Nunes, que as reuniu, organizou, editou e transformou no livro Minha Razão de Viver.
Samuel conta sua história de um modo franco e íntegro. Do início de sua carreira em pequenos jornais a sua passagem por grandes veículos como Diretrizes e Diários Associados de Assis Chateubriand. Wainer viveu momentos onde esteve entre o céu e o inferno. Foi correspondente internacional em 1945 e 1964 quando teve que se exilar para fugir da ditadura. Sua influência era visível. De sua relação de amizade com Getulio Vargas, nasceu o jornal getulista Última Hora, que foi segundo ele sua “maior aventura”. Ele fala sobre sua relação com Carlos Lacerda, que de amigo intimo se tornou um dos seus maiores inimigos, e que juntamente com seu ex-patrão Chateaubriand se empenhou em destruir sua vida e sua carreira.
Sobre sua paixão pelo Jornalismo ele diz “Um jornalista não pode deixar de viajar. É preciso viajar incessantemente ao encontro do que está para acontecer, e insisto em que é possível viajar pelo nosso bairro, até mesmo pela nossa rua. Sempre circulei atento à aparição do imprevisto, e passei a minha vida à espera de que algo acontecesse, alguma coisa, qualquer coisa, pressentindo que a noticia de que algo acontecera viria por carta. Tornaram-se folclóricos os telefonemas de que eu dava para a redação, repetindo a mesma pergunta: chegou alguma carta? Sempre aguardei com ansiedade a chegada da correspondência, sempre que o telefone tocava eu corria a atender. Geralmente, são esses extratos banais enviados pelos bancos, mas não desisto: algum dia chegará a noticia de que algo aconteceu.”
Wainer nunca deixou de lutar. Afirma que tudo o que fez durante sua carreira foi em favor de seus ideais. Minha Razão de Viver, acima de tudo é um relato fiel de um homem que além de fazer parte das grandes transformações da imprensa brasileira, foi testemunha e fez parte dos maiores episódios do século XX da história de nosso país.


Karina Costa